Kawaii Love (PT/EN)

Novembro 1, 2010

Isto não é uma entrada sobre comida. Também não é uma entrada sobre coisas pouco úteis mas adoráveis que eu tanto gosto. Esta entrada é sobre objectos de cozinha que se inserem num mundo de coisas femeninas e adoráveis, ou seja Kawaii como os japoneses lhe chamam.

Porque é que uma cozinha tem de ser aquele lugar aborrecido cheio de objectos de inox sem graça nenhuma? Porque é que cozinhar ou estar na cozinha não pode ser como estar num quarto infantil, repeleto de coisas giras para se “brincar”? Meninas, lembram-se daqueles conjuntos de cozinha que nos ofereciam quando eramos crianças? Os tachinhos e panelas, os pratinhos e os talheres de plástico? Até fogões e lava loiças, mas isso já não é do meu tempo…

English: This isn’t a post about food, neither about that cute, adorable stuff that I love but has little use. This post is somewhere in the middle. It’s about cute and adorable ( Kawaii) kitchen related objects.

Why can’t we girls have a kawaii kitchen if we want to? Does the kitchen needs to be filled with cold inox objects? Remember when we were little kids and played with little dishes and pans? Whu can’t we have fun today?

Por exemplo, pode-se ter uma panda-frigideira em vez de uma normal.~

For instances, we can have a panda skillet instead of a normal one.

 
 

@ Fredflare or @ Modcloth

 

Para quem faz alguns bolos ou outras sobremesas, como eu, estas matrioskas dão jeito para as medidas de farinha e açúcar. E sem serem usadas dão um bom brinquedo para as crianças.

For those who make cakes and other kinds of deserts, like me, these matrioskas mesuring cups are really usefull and fun. If you’re not using it they, the kids can play with them.

 
 

@Fredflare

 

Ou ter uma pega divertida…estilo Pac-man!

Or having a cool oven-mitt…Pac-man style!

 
 

@Fredflare

 

Ter um porco espinho para paliteiro ou um boneco de vodoo é engraçado (pode-se sempre pensar que o boneco é o nosso patrão e colocar os palitos no boneco torna-se catársico….hhihih)

 
 

Toothpick holders can be fun too.
 
 

@ Curiosite

 



 

@Curiosite

 

 Ou pode-se sempre entreter os convidados com guardanapos para fazer origami.

Or you can always entertain your guest with origami napkins.

 
 

@ Curiosite

 

Lavar a loiça até se pode tornar divertido.

Even washing dishes can be fun.

Como estão a ver, a cozinha não precisa de ser aborrecida aqui ficam mais umas imagens para se inspirarem. 🙂

As you can see, the kitchen doen’t need to be a boring place. Here some more images I googled for you to get inspired. 🙂

XoXo Madamme M

 

Parecidas @ Gato Preto

 

 

@Pip studio

 



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O Outono actua em mim como a época natalícia actua na mente de algumas pessoas.
No natal há rabanadas, lampreias de ovos, bolo rei, entre outras coisas doces(algumas pessoas pensam nisso e o pequeno Homer Simpson dentro delas começa a salivar “huuuummm….rabanadaaasss”).
Aqui vai uma imagem exemplificativa:

Sim, todo o amante de comida tem um Homer dentro de si, ás vezes maior outras vezes mais contido mas não deixa de ser um Homer.
Eu no Outono fico assim com doces. Mas o meu Homer não é fã de ultra-doces, são doces mais contidos e que algumas pessoas podem chamar de comida de conforto.
A minha última fixação é com panquecas de coco, nada muito doce, só duas colheres de sopa de açúcar para 6 pessoas.
A receita inicial é da Mafalda Pinto Leite mas eu fiz algumas alterações.
Panquecas de Coco à moda da Madamme
1 Chávena de farinha com fermento
1 Chávena de coco ralado
2 colheres de sopa de açucar
1 1/2 Chávena de leite de coco
2 ovos .
Manteiga

Misturam a farinha o coco ralado e o açucar e fazem um buraco no centro.
Batem os ovos e misturam o leite de coco.
Depois vão adicionando o líquido ao solido até fazer uma massa cremosa e sem grumos.
Aquecem uma frigideira com alguma manteiga derretida (eu normalmente pincelo a frigideira para não ficar muito gurdurosa e à medida que vou fazendo as panquecas vou re-pincelando a frigideira).
Eu gosto de panquecas fofinhas por isso 2/4 de chávena da massa por panqueca. 1 a 2 minutos de cada lado até ficarem douradinhas e voilá!
Podem também fritar banana com muita manteiga como a minha avó fazia, para acompanhar a panqueca. (Banana frita é, ainda hoje, a única forma de me fazerem comer banana)
Ou decorar com gelado de baunilha ou caramelo e umas lascas de amêndoa.
Conselho da Madamme para os rapazes: acordem a vossa namorada com este pequeno almoço na cama, quase de certeza que os dois vão começar o dia em cheio!

source: epicurean.com

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English:

Fall has the same effect in me that the holidays has in some people.

Christmas time and Thanksgivin are filled with sweets and eggnog (in some people, a little Homer Simpson inside their minds starts drooling).

Fall for me its the perfect weather for sweets and confort food. My recent obcession is Coconut Pancakes, a sweet not too sweet (only two soup spoons of sugar for 6 people).

I took the original recepie from Mafalda Pinto Leite, a portuguese female Jamie Oliver (I’m not sure if shes comfortable with this discription but it’s only for you to get the picture of who she is), and changed a bit.

1 cup of self-raising flour

2 cups of shredded coconut

2 soup spoons of sugar

1 1/2 cup of coconut milk

2 eggs

In one bowl mix the flour, the sugar and the shredded coconut and dig a hole in the middle.

In other bowl wisk the eggs and add the coconut milk.

Mix the liquid and the solids until you get a smooth cream.

Heat a frying pan with butter and then add the cream. ( I prefer chubby pancakes so each one I make takes 2/4 of a cup of the cream).

To finish the dish you can add some laminated almonds, some vanilla icecream scoops or fry a banana with butter and then put some sugar on it.

It’s the first time I write a recepie in english so If you have any questions fell free to ask.

Madamme M recommends : Try to surprise your partner with this breakfeast on bed in the morning. I bet you both will have a great start of the day this way. 😉

Cozinha molecular

Maio 23, 2010

Ultimamente ando fascinada com aquilo a que se chama cozinha molecular.

“O quê?” perguntam-me vocês, “isso deve estar cheio de químicos”.

De facto, não. Em Portugal pouco se conhece sobre esta técnica que está cada vez mais popular em escolas de cozinha e em restaurantes.

Quando alguém come algo pensa somente na textura e sabor dos alimentos, na qualidade da confecção e se os vários elementos estão conjugados de forma harmoniosa. Isto pode-se traduzir na expressão “comer e chorar por mais” no meu caso.

No caso da cozinha molecular, o resultado tem como base um verdadeiro estudo científico dos alimentos e dos seus componentes, a chamada gastronomia molecular. Esta é o estudo dos processos químicos e físicos dos alimentos na sua cozedura.

Quem lê isto ou percebe de cozinha e diz ” não é só isso, há muito mais envolvido nessa prática” ou percebe tanto como eu e fica sem entender nada do que eu disse.

Vou tentar explicar. O fenómeno não é novo. Há muito que é usado nas indústrias alimentares, só recentemente é que foi adaptado pelos grandes Chefs de Cozinha…

Pensem numa sopa Maggi. Como é que é uma sopa de vegetais se é em pó? Ok… eu falei que a cozinha molecular utiliza processos naturais e se formos a reparar nas sopas em pacote têm mais conservantes que ingredientes naturais. Mas dá para perceber.

A primeira vez que tive contacto com estas técnicas foi quando andava a pesquisar cursos de pastelaria. Sim, estou em Relações Internacionais e não,  não tem nada a ver. Também tenho um curso de massagista e gosto de aprender coisas diferentes. Tenho aquela noção que uma pessoa não precisa de ser moldada pelo seu trabalho, daí eu raramente falar sobre a cena internacional neste Blog. Isso e eu divagar, divagar, divagar.

Mas voltando ao assunto. Estava eu a procura de cursos de pastelaria para aperfeiçoar os meus “talentos” a fazer doces tolerados por diabéticos quando me deparei com uma escola açoreana, a Escola de Formação Turística e Hoteleira que aplica essas técnicas de cozinha molecular. Já agora, os meus parabéns a esta instituição. Parece-me de bastante qualidade! Eles têm downloads de receitas e foi aí que eu vi uma receita: Canapé de morcela com caviar de ananás.

“Caviar de ananás???? Mas o que é isso? Caviar são ovas de peixe” pensei para mim. Fui ver os ingredientes: Bolacha salgada (normal), morcela (normal), sumo de ananás (normal), água (normal), mas o que eu não sabia e o que nunca tinha visto era Calcic e Algin. Como estava intrigada com a história do caviar de ananás fui pesquisar. Afinal o Calcic e o Algin são os componentes para fazer o tal caviar. Uma técnica denominada esferificação. O Algin, ou alginato é uma substância extraída das algas. Serve para alterar a textura dos alimento, tornando estes gelatinosos. O Calcic é uma forma de sal com cálcio ,normalmente cloreto de cálcio. Misturar os dois resulta na esferificação de líquidos.

Depois dependendo de como se aplica o liquido na substância  pode sair caviar, ravioli etc… Mas está aqui um vídeo do youtube para demonstrar como o fazem.

Existem muitas outras técnicas. Tornar alimentos em pó, fazer esparguete de líquidos, gelado instantâneo. Há um blog brasileiro que explica tudo de uma forma bastante básica e acessível, Prato Fundo. Se quiserem saber mais vão a http://pratofundo.com/molecular-abc-de-quem-nao-sabe-nada-parte-1/ .

O link da escola de hotelaria que vos falei é http://www.efth.com.pt . Recomendo irem aos Downloads, tira-se ideias engraçadas daí.

Para quem não se quer aventurar sozinho, a Senhora do restaurante Bem Me Quer Vegetariano em Lisboa recomendou-me a Loja dos Cozinheiros, tanto para comprar o material necessário como ir aos workshops deles de cozinha molecular . Ficam aqui o site e o endereço dos dois.

  • Bem Me Quer Vegetariano

http://www.bem-me-quer.pt

Avenida Almirante Reis, nº152 Lisboa

  • A Loja dos Cozinheiros

http://www.alojadoscozinheiros.com/

Avenida São João de Deus, 19-A Lisboa

E  tenham um bom fim-de-semana!

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