Porquê Avon?

Abril 7, 2011

Como a vida não está fácil e uns dinheirinhos extra dão sempre jeito resolvi experimentar vender Avon.

Há pois é meu amigos, riam e gozem o quanto quiserem, mas as vendas por catálogo não é coisa do passado.

A inexistência de uma loja fisica mas o contacto pessoal de não estarmos a comprar um produto por uma máquina (a.k.a lojas online) continua a ser dos negócios mais rentáveis no mundo.

A cliente fica satisfeita porque pode experimentar, escolher e tirar dúvidas com a revendedora como se fosse a uma loja (a diferença é que sou mais simpática e desloco-me aonde for mais prático para a/o cliente), a marca recebe o seu lucro e a revendedora também. Ficam todos felizes.

Outra vantagem é a garantia dos produtos. Se não gostar ou estiver danificado basta contactar com a revendedora no prazo de 3 campanhas (+/- 1 mês) e troca-se o produto por outro de igual valor ou é reembolsada.

Avon é uma marca de qualidade com preços bastante acessíveis. O importante é estar atento às promoções de cada campanha, por exemplo, nesta campanha que acaba dia 10,  as Espumas de Banho (500ml) estão a 2.95€! Nem no Pingo Doce têm este preço!

Cliquem no link para ver o catálogo e contactem-me se estiverem interessados em algo ->Avon eBrochure

Na próxima campanha aparecem os novos batons para o Verão: Os Colordisiac.

Têm boa pigmentação, hidratam e têm um leve cheiro a baunilha.

Aqui vai a cor Can’t Resist Coral.

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Todos os anos, jovens saídos da faculdade se deparam com a grande questão: “E agora, o que é que vou fazer?” A estrada de tijolos dourada que nos pintaram no 12º ano, com a importância de ser um/a Senhor/a Doutor/a desvaneceu-se logo no primeiro ano de faculdade, agora é inexistente. Primeira opção: procurar um estágio, para ganhar experiência prática do que se aprendeu. Para alguns é mais fácil que outros, a área das artes e das ciências sociais é uma aventura encontrar algo não-exploratório. Sou formada em Relações Internacionais, o que basicamente dá para todo o tipo de gabinetes autárquicos, organizações não-governamentais, empresas de exportação, bolas, até dá para ser Ministra dos Negócios Estrangeiros, que, em Portugal é dos poucos cargos não fulminados pela opinião pública. A questão é que não sou filiada em nenhum partido político, tenho fortes opiniões e não sou do género de pessoa/máquina. Gosto especialmente do facto da maioria das licenciaturas de Ciências Sociais em Portugal não terem um emprego correspondente. Não existe a profissão para Relações Internacionais, só para Chefe de gabinete de Relações Internacionais e Ministro. Enquanto não sou uma coisa nem outra, o que faço entretanto? A primeira e única vez que fui ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e perguntaram para que esse curso servia e, como não existe profissão, as minhas opções eram escolher entre “Funcionária da Administração Pública” ou “Consultora”. Fiquei como consultora, apesar de saber que nunca irão pegar no meu currículo se estão à procura de uma consultora e não de uma internacionalista, sim, esse nome existe. Enviei 1000 pedidos espontâneos de estágio a 1000 gabinetes diferentes resultaram em duas entrevistas, uma resposta ambígua e 5 respostas negativas. As palavras que a maioria das pessoas ouve no primeiro ano, para além do silêncio, após a licenciatura são: “Infelizmente, o seu perfil não se enquadra com o pretendido”, “não estamos a aceitar estagiários”, ” porque não tenta os novos programas de estágio do IEFP?”, “Acabamos de aceitar um estagiário, tente daqui a seis meses”, “Só aceitamos licenciaturas pré-bolonha ou mestrados pós-bolonha”. Os testes que nos colocam são igualmente frustrantes. Desde fazerem-nos esperar 30minutos pela entrevista, a testes de “qual é a sua cor favorita?”, a perguntas pessoais e dinâmicas de grupo. Quem tem sorte em conseguir estágio não remunerado ou curricular (palavra mais bonita que “estás a trabalhar de graça”), após seis meses volta à posição inicial, e ou recorre novamente aos ditos estágios curriculares de seis meses ou opta por outro rumo. Após seis meses de andar para trás e para a frente segui pela segunda opção: Mestrado. Depois de escaldada, resolvi escolher um mestrado, não por gosto, mas algo que as pessoas soubessem identificar e houvesse um mínimo de procura. A escolha não é difícil: engenharia, gestão ou economia. Engenharia era impossível, visto que cada vez que vejo uma fórmula mais elaborada fico como um burro a olhar para um castelo ou neste caso, se estivesse numa tela, seria uma forma de arte abstracta para mim. Gestão serve para tudo mas quando começo a ver que os mestrados mais valorizados nessa área eram de 10 000 euros para cima a minha carteira ganhou pernas e começou a fugir de mim. Restava a Economia, sozinha e abandonada, rejeitada pela maioria como algo pouco apelativo mas necessário, um “dirty work”. Os preços de mestrados são absurdos, 3000, 4000, 15 000 euros, quanto mais caro mais garantias se tem de conseguir emprego. “Isto é a situação actual do jovem português ou paga para trabalhar, porque mesmo os estágios não remunerados englobam despesas de transporte e alimentação, ou paga para conseguir um emprego”. E com este pensamento embarquei na área da Economia Portuguesa, coisa que muitos dos meus amigos me perguntaram se era masoquista pois economia foi das cadeiras de licenciatura que mais me custou a passar, mas não. Sou somente realista e não fiz um esforço, juntamente com os meus pais, de milhares de euros durante quatro anos para ir trabalhar para a caixa do supermercado, telemarketing ou cadeia de fast-food. Essa era a opção número três: extremamente mal remunerados, com horários que assustam qualquer um e facilmente descartados, porque jovem a precisar de emprego há muitos.

Entre comunicados de governo a prometerem estágios que não chegam a 5% da população jovem licenciada à procura de primeiro emprego, tentativas falhadas e desilusões dos jovens e famílias que apostaram no futuro dos seus filhos, estágios de “usar e deitar fora” onde o trabalho não remunerado é usado como forma de aliviar os gastos das empresas em contratações, ao agravar da situação económica, com FMI e mais desemprego. Se isto acontece-se só em Portugal, mas com empresas estrangeiras a limitarem os cargos a pessoas com experiência prévia em funções e com preferência pelos seus nacionais o mais provável é a população portuguesa, com qualificações ou não, virar operador de caixa ou telefonista. Há sempre a opção do empreendorismo, mas ou somos a Ciderela e temos uma fada madrinha espectacular para nos ajudar no inicio ou simplesmente abrimos o guarda-chuva e esperamos que este tempo passe.

Defenitivamente chegou a Primavera. (espero eu!)

Os dias têm sido tão bons que resolvi ir para a praia apanhar um pouco de sol, sem biquíni é claro.

Arrábida

Há algumas vantagens em viver em Setúbal. A envolvente é uma delas. A facilidade de desfrutar quer do campo quer da praia a poucos minutos da cidade é um dos pontos fortes de viver aqui. O sossego é outro.

Apesar de não ser uma pessoa muito “verde” e gostar muito de civilização ir para a praia pensar na vida é sempre agradável.

Mais agradável é quando não sofremos dos pequenos “stresses” que uma ida à praia no Verão: trânsito, crianças a berrar e chorar, areia suja, “kizombas, kuduros e toda a poluição sonora do visinho da toalha ao lado”, correrias ao nosso lado que, invariavelmente  despejam a areia em cima de um corpo que acabou de levar protector solar ( quem gosta de parecer um douradinho?), entre outras coisas…

Há outra situação.

Se no inverno nos preocupamos em manter a pele hidratada no verão temos de ter cuidado com o sol e com os produtos que usamos para obter uma cor uniforme:

É bom começar a pensar em cremes com factor de protecção solar para o dia-a-dia à volta dos 15/30 FPS com protecção para raios UVA e UVB. Ninguém quer chegar à meia-idade cheia de manchas na cara por falta de prevenção.

A Avon possui uma gama de cremes de rosto com FPS 15 adaptada a diversos tipos de pele : normal, mista, seca, madura ou com primeiros sinais de idade. Existe ainda a opção do creme 2-1 com o creme de dia e o creme de noite para potencializar os resultados.

Para as mais branquinhas, como eu, também é aconselhável  uma loção de corpo com protecção solar para impedir o bronze à camionista. Há cremes e loções hidratantes para o corpo com FPS e que não têm aquele cheiro de protector solar e que podem ser usadas todos os dias. Eu vou tentar fazer uma lista e depois coloco aqui, ok?

Para quem pinta o cabelo o sol por vezes é o maior inimigo da tinta. Queima e desidrata as pontas. É importante usar um ou dois produtos para manter a cor e as pontas suaves: há uma gama  muito boa da Schwarzkopf: Bonacure Sun. Eu uso após lavar o cabelo o Spray deles para proteger o meu cabelo do sol.

Hoje também está um bom dia. Vamos à praia?

Ajuda ao Japão

Março 16, 2011

O Japão está a passar pela maior crise da sua história. Erupções vulcanicas, sismos, tsunamis, desastres nucleares… aquilo tem de tudo!

A comunidade internacional já se voluntariou para enviar bens, equipas de salvamento e fundos para impedir que uma das maiores potências do mundo se afunde.

Nós, meros mortais que pouco ou nada sabem de prevenção de crises, pouco podemos fazer. Enviar amor e solidariedade, doar na medidas das nossas posses.

A Eyeko, marca que represento, vai doar todas as comissões obtidas com as vendas (15%) para a Cruz Vermelha Britânica poder ajudar o Japão.

Não ganho nada com as vossas compras em cosméticos como se podem aperceber, já que as comissões vão para a Cruz Vermelha. Por isso, se estiverem a precisar de um baton, um verniz novo, queiram surpreender a vossa namorada ou filha com uma maquilhagem nova, qualquer coisa.

Os produtos são de qualidade, os melhores vernizes e o melhor batom hidratante com cor que alguma vez experimentei.

Os preços são acessíveis: mais baratos que uma l’oreal ou maybelline no supermercado e os portes são gratuitos para toda a Europa.

Custa muito comprar um verniz de 5€ ou 3 por 11€?

Um rimmel, creme hidratante ou blush por 10€?

Um bronzer por 6€?

Eles aceitam quase todo o tipo de cartões de crédito e multibanco que existem e também Paypal.

De que estão há espera?  Façam as vossas compras de maquilhagem para a primavera e insiram o código E7459 para doar as comissões para a ajuda ao Japão.

Cliquem no link

 

Março 13, 2011

Ahhh a primavera!

Passarinho a cantar, sol, calorzinho, flores… Toda a felicidade de dizer adeus ao Inverno.

Mas, todo o sedentarismo e “comfort food” que ingerimos no inverno tem o seu revés.

O meu corpo tem uma grossa camada adiposa, bastante visível. Essa mesma gordura que me salvou de morrer congelada durante os dias frios agora é algo desagradável e inestético com as roupas leves que a nova estação trás.

Quem não conhece a sensação de experimentar roupa da nova colecção e o grande espelho do provador exclama “My god your fat!” .

Nem ouso experimentar biquínis para não ficar ainda mais desiludida.

Olho para este corpo e à noite sonho com uma tesoura mágica que vai cortar toda a gordurinha extra ou que, enquanto durmo a fada da lipoaspiração removerá todos os centímetros que me impedem de vestir saias ou vestidos sem meias de compressão.

Resolvi fazer dieta.

Adeus açúcares, adeus bebidas gasificadas, adeus gorduras poli saturadas. Olá saladas, fruta  vegetais, abnominais matinais e CLA. Vamos a ver como isto corre. Tenho 3 meses para perder pelo menos 5kg.

Ontem pequei comi à meia noite profiteroles, que estavam abandonados no me frigorífico com um ar muito infeliz.

Agora sem açucares em casa vamos a ver se não volto a cair na tentação.

Amém

É carnaval, ameaça de chuva, noites geladas e “mulheres peladas”!

Uns acham graça atirar mini balões cheios de água e ensopar quem está por perto.

Outros é a música, a dança e a alegria.

Outros são as máscaras e disfarces. Uns vestem-se de politícos outros de pornstar, outros ainda de contos de fadas.

Outros é o vale tudo, encarnar outra pessoa e andar na vadiagem e na loucura. Faz-se o impensável, beijam-se desconhecidos, casos torridos de carnaval.

Em países como o Brasil, gastam-se fortunas em fatos e apetrechos.

É uma febre, de 3 dias. E depois volta tudo ao normal, como se nada se tivesse passado. Porque é Carnaval e ninguém leva a mal.

Não façam nada que eu também não fizesse ;P

beijinhos

Burlesco

Fevereiro 23, 2011

O burlesco, para além de um filme recente com a Cher (ohh não, ela não) e a quase irreconhecível Christina Aguilera, é algo bem mais antigo e que sempre me fascinou.

Para quem só tem a noção através do filme pensa que é uma data de pin-ups semi-nuas a dançarem de forma lasciva. De facto, a única vez que vi um espetáculo “burlesco” em Portugal foi uma convenção de tatuagens. Basicamente era uma ex-stripper, feia e má por sinal, a retirar a roupa que parecia do século XV versão made in China, atabalhoadamente (este verbo existe?) enquanto um baterista epiléptico de 50 anos tinha um ataque. Sinceramente, a minha sobrinha que nem dois anos tem, conseguia tocar melhor que ele.

Não vou mentir, o burlesco tem tudo a ver com sexo. O sexo deve ser provavelmente um dos primeiros serviços comercializáveis que existem desde que o homem descobriu que tem uma “piwinha” e a mulher um “pipi” e que um encaixa no outro.

Mas o burlesco é mais que isso. Originário no século XIX em Inglaterra, como forma de satirizar as óperas, as peças de teatro e tudo o que tinha a ver com a alta-sociedade, os espectáculos burlescos continham pouca mensagem, muita comédia e, para manter o público entretido, mulheres semi-nuas. Isto para a época vitoriana, em que uma mulher quase uma burka para ser respeitável, foi um choque: “Uma mulher em trajes menores? Um ultraje!”. Isto revolucionou tremendamente o papel das mulheres no mundo do espetáculo, principalmente nos Estados Unidos onde esta forma de espetáculo teve mais impacto e foi preservada até aos dias de hoje.

Uma das actrizes mais marcantes do século XIX, foi Laura Keene, que, para além de ser uma das melhores actrizes burlescas da época, ficou conhecida por actuar na peça Our American Cousin, na noite em que Abraham Lincoln foi assassinado. Não é das melhores formas de ser imortalizado mas o que é que se pode fazer?

 Outro dos primeiros espectáculos de burlesco conhecidos foi o Ixion em 1868, em que, mulheres voluptuosas actuavam de ligas à mostra, desempenhando papeis masculinos em representações de peças infantis como o Robin Hood (talvez venha daí a história do Robin Hood de collants) e Ben Hur, neste caso Ben Her.

O burlesco como disse era conhecido principalmente pela sua comédia erótica com “gags” simples mas implícitos, que podiam passar por frases dos “Malucos do Riso”. Só a partir dos anos 40 do século XX, com o aparecimento mais visível do fenómeno Pin-Up e o fim da Segunda Guerra Mundial é que os espetáculos burlescos evoluíram para o strip, sem completa nudez.

Há outra coisa…por favor não confundam vaudeville com burlesco. Os de Burlesco não se importam mas as campas de antigas actrizes de Vaudeville devem dar saltos.  É certo que ambos os espectáculos em alguma altura se tornaram itinerantes mas nunca foram propriamente movimentos do mundo do espetáculo “amiguinhos”. O Vaudeville era muita coisa, incluía música, comédia, circo, animais treinados, acrobatas, filmes, peças, mágicos e freak shows. Foi das formas mais rentáveis de entretenimento nos Estados Unidos e não, não é originário de França. Enquanto que actrizes burlescas também realizavam espectáculos vaudeville, as actrizs e actores de vaudeville não consideravam o burlesco uma forma de arte e só faziam espetáculos de burlesco quando precisavam de sobreviver e sob um pseudónimo. Amor pela Arte vs. Amor pelo Dinheiro.

O burlesco ainda existe, sob uma forma bastante adulterada do original, e está de novo em alta. Para quem quer aprender há sempre alguem que tente ensinar, como escolas de burlesco no Reino Unido onde ensinam a despir, vestir, mexer com penas e pasties (aqueles adesivos para não se ver o mamilo), dançar em cadeiras, e por aí fora. Há sempre quem se auto-apelide como aquela strip rasca que eu vi. E há quem se aproveite e ganhe algum dinheiro desonesto com isso, não fosse isto o mundo do espetáculo, ao ensinar versões youtubianas de actos a jovens que querem aprender.

Para mim, o burlesco é Mae West, aquela actriz dos anos 30 que faz anos no mesmo dia que eu, que era desbocada e descarada nos filmes e espetáculos que fazia mas tudo com uma certa dose de nudismo e sex-appeal (ver primeiro video e segundo video).

Para outros é a Christina Aguilera a cantar num palco em trajes revivalistas de uma época que já passou (ver o terceiro video).

E haverá sempre o burlesco/strip decente de performers como Millie Dollar (ver quarto video).

E para vocês, o que é o burlesco?

 

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