Há muito tempo que não faço um post sobre as coisas boas que se descobrem online. Esta é para matar as saudades das minhas ânsias shopaholics/pré-crise/pré-Troika. 🙂

Para o Menino…

Sabonete para Barbear Mr. Mustachio

Ninguém gosta de Robinson Crusoes no Verão. Eles podem gostar, porque estão de férias e acham que “da muito trabalho” fazer a barba. Ninguém quer ver uma mulher com pelos nas pernas, axilas e virilha ao natural de bikini pois não? Então se nós fazemos esse esforço, vocês também têm de fazer!

Há uma menina em Washington D.C que faz os melhores sabonetes para fazer a barba. São barras enriquecidas com manteiga de karité, sem perfume e perfeitas para peles sensíveis.

$5.50+$3.00 para portes. acaba tudo por ser menos que um gel de barbear e dura o dobro do tempo! Além disso, a embalagem é linda.

Via Etsy

Para a Menina….

Maxi Tan da AVON

Eu costumava dizer que mulheres brancas são mulheres bonitas. No fundo era para justificar a incapacidade de apanhar qualquer bronze que seja. Sabem, sou daquelas bifas que apanham sol, ficam vermelhas que nem um tomate e, no dia seguinte, até parece que nunca saí de casa de tão branca que me mantenho!

Experimentei baixar progressivamente o FPS do protector solar… não fez efeito.

Experimentei auto-bronzeadores… bem definitivamente não faz o efeito desejado: ou fico laranja ou manchada.

Lembram-se como a PIZ Buin ficou famosa? Pelos seus óleos e cremes intensificadores de bronze.

A AVON também tem um que faz o mesmo efeito por metade do preço.Chama-se MAXI TAN!

Eu sei porque experimentei-o ontem e hoje pela primeira vez estou com um ar saudável, hurray!

Não estou a publicitar a AVON só por ser vendedora. O auto-bronzeador deles também não funciona comigo e é pegajoso, que nunca é uma coisa agradável. Mas este, devo dizer que me surpreendeu.

Existe em duas versões ( leite hidratante e spray) mas pelo seguro eu comprei o leite para experimentar.

O cheiro é uma mistura de coco com manteiga de karité, doce mas sem ser enjoativo.

A cor é alaranjada, mas não mancha como o auto-bronzeador, apenas hidrata e dá um brilho extra à pele. Não cola, não mancha roupa, pode-se aplicar na cara e é rapidamente absorvido.

Atenção: temos sempre de aplicar o protector solar por cima do creme, não se vá apanhar um escaldão! E o que é que acontece depois do escaldão? A pele morta começa a cair e ficamos tipo mulher-cobra a escamar.

É claro que não faz milagres mas se normalmente for a praia lá para as16h00 e ficar até às 19h00, a cor dourada que adquiria em uma semana( no meu caso adquiria em dois meses), adquire em dois/três dias.

Vale a pena, não vale? Pelo menos no meu caso…posso dizer que há menos uma baleia branca à solta nas praias portuguesas!

Anúncios

Uma mulher entra numa loja a procura de um batom. Olha para uma montra com centenas de batons, todos com tonalidades semelhantes da desejada. Contudo, a escolha deste não se prende pela cor ou pelo baixo custo. A escolha em si é personalizada de acordo com o que mais pode o batom fazer por ela para além de pigmentar os lábios. Pode ter aroma, partículas que substituem o botox ou até nano-tecnologia anti-idade.

A futilidade de um produto depende das necessidades do consumidor. A indústria de cosmética europeia, nos tempos de crise económica que vivemos, é um dos grandes exemplos desse facto. Este sector, caracterizado por uma procura determinada pelas condições económicas do consumidor, é o maior do mundo, com um valor de mercado que em 2006 ascendia os 63.5 biliões de euros.

Este relatório procura caracterizar este sector como altamente dinâmico e orientado para a inovação seguindo a divisão proposta por Malerba[1]: conhecimento e tecnologias, actores e redes, e, instituições de enquadramento.

Conhecimento e tecnologias

A base de conhecimento é específica ao sector. No caso da indústria de cosméticas esta é evolutiva e altamente competitiva. As indústrias no sector dependem de constantes avanços tecnológicos para inovação do produto para se diferenciarem dos concorrentes e satisfazerem as necessidades cada vez mais específicas e exigentes dos consumidores. O conhecimento de novas técnicas por fabricantes de luxo é rapidamente difundido e replicado, através de spillovers, pelos fabricantes de produtos em massa.

O conhecimento em si é cumulativo, tanto em termos de I&D, como em política empresarial e em marketing, o que favorece a inovação do tipo incremental. Hoje em dia, cerca de 25% dos fabricantes reformula anualmente os seus produtos[2], quer na fórmula do produto ou embalagem e técnicas de marketing.

Em termos de investimento em I&D, o aumento constante nas empresas é justificado tanto pela melhoria nos seus lucros como pela constante necessidade de antecipar as tendências dos consumidores que, apesar de orientados para a inovação no produto, nem sempre são leais à marca. França lidera os gastos em I&D em cosmética com 263 milhões de euros, seguida da Alemanha com 109 milhões de euros, ambas perfazem quase metade do investimento do sector de cosmética europeu em I&D.

O aumento de patentes nos últimos 25 anos tem sido tremendo. Segundo o European Patent Office, as patentes em cosméticas lançadas, em 2005, pelos Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Áustria e França em conjunto, faziam quase 55% do total de patentes lançadas nesse ano.

Actores e Redes

Os agentes produtivos do sector são heterogéneos tanto a nível tecnológico como em método organizacional.

O sector é relativamente pequeno em termos de actores, face a outros sectores europeus. Existem aproximadamente 3800 produtores de cosméticos na União Europeia, na maioria micro e PME. O mercado é dominado pelas 100 maiores empresas (3% do total de produtores), muitas delas multi-nacionais. Somente 10.9% das empresas, nos últimos 5 anos, são novas e enfrentam grandes dificuldades em competir com empresas maiores já estabelecidas.

A investigação e inovação nos produtos, pela via tradicional de I&D, centra-se nas grandes empresas, sendo a maioria das PME e micro empresas, fornecedores ou empresas subcontratadas para produção.

Existe uma tendência para o aparecimento de produtores de cosmética independentes que abrangem ramos do sector que ainda não foram descobertos ou não são considerados relevantes para as grandes empresas. Estes não operam nas vias tradicionais, recorrendo às novas tecnologias e a técnicas de e-marketing para difundir em pequena e média escala, comercializar e receber inputs dos consumidores directos. A inovação de produto originária dos produtores independentes é por vezes absorvida e replicada por grandes empresas, difundida em larga escala.

O aparecimento das novas tecnologias e redes sociais permitiu às empresas entrarem em contacto com os consumidores e aperceberem-se mais facilmente das novas tendências emergentes do sector.

Do outro lado do espectro, políticas de marketing directo foram substituídas por parcerias com agentes individuais que testam e divulgam os produtos através de blogs ou outras plataformas de redes sociais.

Instituições de enquadramento

A principal instituição formal de enquadramento do sector é a Directiva Europeia de Cosméticos que determina os produtos e/ou ingredientes proibidos de comercialização e o tipo de testes permitidos para testar os produtos.

A principal ameaça à indústria de cosmética europeia é a sustentabilidade. A competição entre os agentes limita o preço no mercado e o desfasamento da baixa produtividade e os altos custos de trabalho colocam o sector europeu abaixo do americano e do japonês em termos de competitividade. Será necessário reformular a estratégia empresarial europeia de forma a torna-la mais competitiva. Outro elemento é o estrito controlo normativo do sector, nesse caso a Europa terá de decidir: liberalizar as leis ou proteger os cidadãos europeus de determinados produtos nocivos.


[1] Fonte: Malerba, F. (2004), ‘Sectoral Systems: how and why innovation differs across sectors’ in Fagerberd, J., Mowery, D.C., Nelson, R.R. (Eds), The Oxford Handbook of Innovation, Oxford University Press, Oxford, pp.380-406.

The Whole Gritty City

Abril 9, 2011

Quando parece que tudo está perdido, que a vida é uma merda e que ninguém se importa, há sempre algo que nos salva.

O documentário The Whole Gritty City de Richard Barber retrata a comunidade de New Orleans após o desastre do Furacão Katrina: desfeita, com imensos problemas sociais, criminalidade e esquecida pelo resto do mundo.

Para centenas de jovens, a música é a única coisa que separa a realidade dos sonhos. As Marching Bands de New Orleans continuam a ser, agora mais que nunca, um refúgio e um modo de vida para eles.

Este documentário, que irá ser lançado em 2012 relata como três bandas se preparam para o Mardi Gras e como essa comunidade ultrapassa as barreiras económicas, sociais e espirituais para, durante uma noite, se esquecerem da sua luta pela sobrevivência e serem eles próprios.

Deixo-vos o trailer

THE WHOLE GRITTY CITY – 3-minute Trailer from Richard Barber on Vimeo.


Porquê Avon?

Abril 7, 2011

Como a vida não está fácil e uns dinheirinhos extra dão sempre jeito resolvi experimentar vender Avon.

Há pois é meu amigos, riam e gozem o quanto quiserem, mas as vendas por catálogo não é coisa do passado.

A inexistência de uma loja fisica mas o contacto pessoal de não estarmos a comprar um produto por uma máquina (a.k.a lojas online) continua a ser dos negócios mais rentáveis no mundo.

A cliente fica satisfeita porque pode experimentar, escolher e tirar dúvidas com a revendedora como se fosse a uma loja (a diferença é que sou mais simpática e desloco-me aonde for mais prático para a/o cliente), a marca recebe o seu lucro e a revendedora também. Ficam todos felizes.

Outra vantagem é a garantia dos produtos. Se não gostar ou estiver danificado basta contactar com a revendedora no prazo de 3 campanhas (+/- 1 mês) e troca-se o produto por outro de igual valor ou é reembolsada.

Avon é uma marca de qualidade com preços bastante acessíveis. O importante é estar atento às promoções de cada campanha, por exemplo, nesta campanha que acaba dia 10,  as Espumas de Banho (500ml) estão a 2.95€! Nem no Pingo Doce têm este preço!

Cliquem no link para ver o catálogo e contactem-me se estiverem interessados em algo ->Avon eBrochure

Na próxima campanha aparecem os novos batons para o Verão: Os Colordisiac.

Têm boa pigmentação, hidratam e têm um leve cheiro a baunilha.

Aqui vai a cor Can’t Resist Coral.

Todos os anos, jovens saídos da faculdade se deparam com a grande questão: “E agora, o que é que vou fazer?” A estrada de tijolos dourada que nos pintaram no 12º ano, com a importância de ser um/a Senhor/a Doutor/a desvaneceu-se logo no primeiro ano de faculdade, agora é inexistente. Primeira opção: procurar um estágio, para ganhar experiência prática do que se aprendeu. Para alguns é mais fácil que outros, a área das artes e das ciências sociais é uma aventura encontrar algo não-exploratório. Sou formada em Relações Internacionais, o que basicamente dá para todo o tipo de gabinetes autárquicos, organizações não-governamentais, empresas de exportação, bolas, até dá para ser Ministra dos Negócios Estrangeiros, que, em Portugal é dos poucos cargos não fulminados pela opinião pública. A questão é que não sou filiada em nenhum partido político, tenho fortes opiniões e não sou do género de pessoa/máquina. Gosto especialmente do facto da maioria das licenciaturas de Ciências Sociais em Portugal não terem um emprego correspondente. Não existe a profissão para Relações Internacionais, só para Chefe de gabinete de Relações Internacionais e Ministro. Enquanto não sou uma coisa nem outra, o que faço entretanto? A primeira e única vez que fui ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e perguntaram para que esse curso servia e, como não existe profissão, as minhas opções eram escolher entre “Funcionária da Administração Pública” ou “Consultora”. Fiquei como consultora, apesar de saber que nunca irão pegar no meu currículo se estão à procura de uma consultora e não de uma internacionalista, sim, esse nome existe. Enviei 1000 pedidos espontâneos de estágio a 1000 gabinetes diferentes resultaram em duas entrevistas, uma resposta ambígua e 5 respostas negativas. As palavras que a maioria das pessoas ouve no primeiro ano, para além do silêncio, após a licenciatura são: “Infelizmente, o seu perfil não se enquadra com o pretendido”, “não estamos a aceitar estagiários”, ” porque não tenta os novos programas de estágio do IEFP?”, “Acabamos de aceitar um estagiário, tente daqui a seis meses”, “Só aceitamos licenciaturas pré-bolonha ou mestrados pós-bolonha”. Os testes que nos colocam são igualmente frustrantes. Desde fazerem-nos esperar 30minutos pela entrevista, a testes de “qual é a sua cor favorita?”, a perguntas pessoais e dinâmicas de grupo. Quem tem sorte em conseguir estágio não remunerado ou curricular (palavra mais bonita que “estás a trabalhar de graça”), após seis meses volta à posição inicial, e ou recorre novamente aos ditos estágios curriculares de seis meses ou opta por outro rumo. Após seis meses de andar para trás e para a frente segui pela segunda opção: Mestrado. Depois de escaldada, resolvi escolher um mestrado, não por gosto, mas algo que as pessoas soubessem identificar e houvesse um mínimo de procura. A escolha não é difícil: engenharia, gestão ou economia. Engenharia era impossível, visto que cada vez que vejo uma fórmula mais elaborada fico como um burro a olhar para um castelo ou neste caso, se estivesse numa tela, seria uma forma de arte abstracta para mim. Gestão serve para tudo mas quando começo a ver que os mestrados mais valorizados nessa área eram de 10 000 euros para cima a minha carteira ganhou pernas e começou a fugir de mim. Restava a Economia, sozinha e abandonada, rejeitada pela maioria como algo pouco apelativo mas necessário, um “dirty work”. Os preços de mestrados são absurdos, 3000, 4000, 15 000 euros, quanto mais caro mais garantias se tem de conseguir emprego. “Isto é a situação actual do jovem português ou paga para trabalhar, porque mesmo os estágios não remunerados englobam despesas de transporte e alimentação, ou paga para conseguir um emprego”. E com este pensamento embarquei na área da Economia Portuguesa, coisa que muitos dos meus amigos me perguntaram se era masoquista pois economia foi das cadeiras de licenciatura que mais me custou a passar, mas não. Sou somente realista e não fiz um esforço, juntamente com os meus pais, de milhares de euros durante quatro anos para ir trabalhar para a caixa do supermercado, telemarketing ou cadeia de fast-food. Essa era a opção número três: extremamente mal remunerados, com horários que assustam qualquer um e facilmente descartados, porque jovem a precisar de emprego há muitos.

Entre comunicados de governo a prometerem estágios que não chegam a 5% da população jovem licenciada à procura de primeiro emprego, tentativas falhadas e desilusões dos jovens e famílias que apostaram no futuro dos seus filhos, estágios de “usar e deitar fora” onde o trabalho não remunerado é usado como forma de aliviar os gastos das empresas em contratações, ao agravar da situação económica, com FMI e mais desemprego. Se isto acontece-se só em Portugal, mas com empresas estrangeiras a limitarem os cargos a pessoas com experiência prévia em funções e com preferência pelos seus nacionais o mais provável é a população portuguesa, com qualificações ou não, virar operador de caixa ou telefonista. Há sempre a opção do empreendorismo, mas ou somos a Ciderela e temos uma fada madrinha espectacular para nos ajudar no inicio ou simplesmente abrimos o guarda-chuva e esperamos que este tempo passe.

Ajuda ao Japão

Março 16, 2011

O Japão está a passar pela maior crise da sua história. Erupções vulcanicas, sismos, tsunamis, desastres nucleares… aquilo tem de tudo!

A comunidade internacional já se voluntariou para enviar bens, equipas de salvamento e fundos para impedir que uma das maiores potências do mundo se afunde.

Nós, meros mortais que pouco ou nada sabem de prevenção de crises, pouco podemos fazer. Enviar amor e solidariedade, doar na medidas das nossas posses.

A Eyeko, marca que represento, vai doar todas as comissões obtidas com as vendas (15%) para a Cruz Vermelha Britânica poder ajudar o Japão.

Não ganho nada com as vossas compras em cosméticos como se podem aperceber, já que as comissões vão para a Cruz Vermelha. Por isso, se estiverem a precisar de um baton, um verniz novo, queiram surpreender a vossa namorada ou filha com uma maquilhagem nova, qualquer coisa.

Os produtos são de qualidade, os melhores vernizes e o melhor batom hidratante com cor que alguma vez experimentei.

Os preços são acessíveis: mais baratos que uma l’oreal ou maybelline no supermercado e os portes são gratuitos para toda a Europa.

Custa muito comprar um verniz de 5€ ou 3 por 11€?

Um rimmel, creme hidratante ou blush por 10€?

Um bronzer por 6€?

Eles aceitam quase todo o tipo de cartões de crédito e multibanco que existem e também Paypal.

De que estão há espera?  Façam as vossas compras de maquilhagem para a primavera e insiram o código E7459 para doar as comissões para a ajuda ao Japão.

Cliquem no link

 

Março 13, 2011

Ahhh a primavera!

Passarinho a cantar, sol, calorzinho, flores… Toda a felicidade de dizer adeus ao Inverno.

Mas, todo o sedentarismo e “comfort food” que ingerimos no inverno tem o seu revés.

O meu corpo tem uma grossa camada adiposa, bastante visível. Essa mesma gordura que me salvou de morrer congelada durante os dias frios agora é algo desagradável e inestético com as roupas leves que a nova estação trás.

Quem não conhece a sensação de experimentar roupa da nova colecção e o grande espelho do provador exclama “My god your fat!” .

Nem ouso experimentar biquínis para não ficar ainda mais desiludida.

Olho para este corpo e à noite sonho com uma tesoura mágica que vai cortar toda a gordurinha extra ou que, enquanto durmo a fada da lipoaspiração removerá todos os centímetros que me impedem de vestir saias ou vestidos sem meias de compressão.

Resolvi fazer dieta.

Adeus açúcares, adeus bebidas gasificadas, adeus gorduras poli saturadas. Olá saladas, fruta  vegetais, abnominais matinais e CLA. Vamos a ver como isto corre. Tenho 3 meses para perder pelo menos 5kg.

Ontem pequei comi à meia noite profiteroles, que estavam abandonados no me frigorífico com um ar muito infeliz.

Agora sem açucares em casa vamos a ver se não volto a cair na tentação.

Amém

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