Get real…

Dezembro 5, 2010

(Portuguese only…sorry i’m too tired for translation today)

Por todo o mudo, gerações e gerações de meninas cresceram com os livros e filmes da Disney. Bela Adormecida, Ciderella, Branca de Neve, Alladin, Pequena Sereia são personagens que pertencem ao nosso imaginário infantil : belas princesas que encontram o verdadeiro amor apesar das bruxas, madrastas e pais “castradores”, sejam elas pobres ou ricas o príncipe encantado vem ao seu socorro e irão viver felizes para sempre, trá lá lá, confettis e serpentinas. 

Mas na vida real quantas histórias dessas nós conhecemos? Entre divórcios e casamentos infelizes, a traições ou simplesmente vidas normais com preocupações comuns, como pagar hipoteca, levar e trazer os filhos da escola, segurança, trabalho entre outras coisas. As próprias princesas que existem não vivem uma vida de “princesa”, têm as suas preocupações como qualquer pessoa.

Mas no fundo, quando estamos com o coração despedaçado a ver televisão, enroladas numa manta, a comer baldes e baldes de Haagen-Dazs a ver um filme ultra lamechas, a perguntar-nos o que é que correu mal, uma pequena princesa da Disney aparece na nossa cabeça. “Porque é que não tenho um príncipe encantado?”, “Porque é que não consigo ser feliz?” e todas aquelas perguntas semi-deprimentes que levam a mais baldes de gelado, mais filmes lamechas e a mais choro.

Existe uma teoria: o nosso imaginário de felicidade foi moldado na infância por histórias de encantar que nos faziam sonhar com príncipes em cavalos brancos. Isso faz com que milhares de mulheres andem atrás de um sonho que 0.001% das vezes se concretiza.

Não estou a dizer para começar a destruir sonhos de crianças inocentes, calma! Deixem-nas sonhar com póneis que falam e ursinhos carinhosos e príncipes encantados. Agora se faz bem ou não, isso já não sei.

Os rapazes vêem filmes de acção com super-homens, homens-aranha e batmans. Esses devido à sua “awsomeness” (não consigo descrever melhor) conseguem sempre a rapariga. ( Estão a ver a diferença dos papeis entre o príncipe encantado e o batman????)

Além disso, uma princesa nunca se apaixona por outra princesa ou o Batman pelo seu parceiro Robin.

 Não é de admirar que homens e mulheres não consigam o que querem totalmente, logo atingem a felicidade real. Há sempre alguma réstia no inconsciente do sonho do conto de fadas ou da saga do herói.

Há já alguns meses que conheço a fotografa Dina Goldstein e as sua série ” Fallen Princesses”. Basicamente ela, após as suas filhas ficarem fascinadas com as princesas da Disney, transpôs a ditas princesas para o século XXI. Temos uma Branca de Neve cheia de filhos e que o marido não ajuda em nada, uma Bela obcecada com a sua beleza, uma Yasmin em guerra, uma bela adormecida à espera de ser acordada por um príncipe indeciso e uma pequena sereia num aquário.

Vale a pena ver as fotografias no site www.fallenprincesses.com, é um choque com o nosso imaginário do “e viveram felizes para sempre” mas pela qualidade fotográfica e criatividade vale 100% a pena.

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