Pin-ups

Maio 13, 2010

Desde que conheci os fenómenos americanos do burlesco e das pin-ups que me sinto fascinada pelos mesmo. Um pelo atrevimento humorístico e lúdico das dançarinas, outro pelo ar atrevido mas inocente das imagens. Ambos parecem uma parada de sensualidade comedida, raramente gratuita da beleza feminina.
Estou claramente a falar dos seus inícios. Desde os anos 70 e da revolução sexual que tudo se tornou em áreas cinzentas onde a beleza e o prazer se tocam e trocam de posições como duas pessoas numa cama.
Deixem-me começar pelas Pin up. O fascínio é mais pelo retrato em si que pela pessoa que posa para ele. Sim, a Bettie Page era uma “lasca” com aquelas curvas e o cabelo comprido. E a Marylin Monroe era uma “deusa”. “blá”, “blá”, “blá”! Acham que os jovens americanos que compravam estes retratos era pela rapariga em si? Wrong.
Muitas modelos pin-up foram esquecidas pelo tempo. Os seus fotógrafos, retratistas é que foram reconhecidos. Nomes como Rolf Armstrong, George Petty, Harry Ekman, Alberto Vargas foram imortalizados por esta arte. Estes são os pais do fenómeno; a mão por detrás do desenho do cartaz, os criadores dos calendários com imagens de meninas sexys que hoje vemos nas oficinas mecânicas (excepto que talvez eles nunca pensassem expor uma mulher completamente nua num calendário sem serem presos por induzir a imoralidade, ou algo do género).
Rolf Armstrong (não tem parentesco com o Lance Armstrong nem com o Neil Armstrong, fiquem descansados) da Brown&Bigelow foi considerado o pai desse tipo de calendários em 1942 pelo New York Times. A sua grande musa foi a Jewell Flowers aqui retratada nesta imagem.
George Petty foi tão famoso no seu tempo que as pin ups dos seus retratos eram apelidadas de “Petty’s Girls”.

Depois temos o Vargas. Um peruano que se apaixonou pela beleza americana e que fez muitos trabalhos para as edições da Playboy.
Aqui está uma foto dele com uma pin-up e uma das pin-ups que ele desenhou para a Playboy

.

Temos também mulheres que se destacaram a retratar pin-ups.
Joyce Ballantyne. Talvez como mulher ela conseguiu retratar a pin-up de uma forma mais natural e relaxada que os homens da sua época: com raparigas a revelar por acidente (ups!) as ligas ou apanhadas a despir-se. Muitas vezes ela própria retratava-se nos seus desenhos.
Por isso não pensem: “Ahhh e tal, exploração feminina!” Não, isto era uma forma de arte como qualquer outra; homens e mulher faziam-no e admiravam estes retratos.
Bem…estou cansada. Amanha falo dos novos fenómenos das pin-up e do Burlesco.

P.s- Sabiam que o nome Pin up advém de estes retratos serem pendurados em montras e paredes com fins publicitários? Pin up girl (rapariga pendurada… ekkk assim perde a piada)

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