….Acordem para a realidade!

Cada vez acho que com esta crise vocês estão a cortar no tecido.

Está bem tenho excesso de peso, considerando os padrões “normais” da sociedade. Mas não estou assim tão gorda para correr um centro comercial e só encontrar 1, repito 1 par de calças que me sirva!

O que se passa com esta gente? Pensam que só adolescentes pré-puberdade é que podem comprar roupa?

Não tenho a culpa de ter curvas. Faz parte da minha genética, do povo mediterrânico ter anca larga. Então por favor, deixei só de comercializar calças para a menina desnutrido do Cambodja ou Senegal?

Havia uma altura em que a Marilyn Monroe era sexy… ou vocês acham que também está gorda?

Declaração de amor

Junho 6, 2011

Eu não sou de lamechices….

Quem me conhece sabe que não gosto de peluches a dizer eu amo-te ou corações rendados.

Oferecerem-me rosas… não conseguem nada com isso. O mais provável é eu agradecer mas por dentro considerar um cliché e falta de imaginação por parte da pessoa que mas oferece.

Mas para não dizerem que eu sou “seca” ou cara nos meus gostos aqui vai algo que eu considero um acto de verdadeiro carinho.

A vossa namorada, mulher, mãe (etc..) chega a casa exausta do trabalho. As pernas pesam e só lhe apetece dormir para esquecer. Abre a porta, pensando no que terá de fazer em casa incluíndo o jantar e depara-se com isto na parede  em frente à porta.

Isto eu considero uma boa prenda. Algo inesperado, simples mas que alegra ou derrete o coração. Saber que a amam é o suficiente, saber que todos os dias ao entrar em casa encontrará amor é suficiente.

Cuide de si

Junho 3, 2011

A maioria das mulheres portuguesas são super-mulheres: trabalham, cuidam da casa dos filhos e do marido, ainda cozinham, limpam e passeiam o animal de estimação dos mais pequenos.

Elas conseguem esticar as 24hr do dia para 26hr só para realizar tudo a que se propõem.

Mas chega ao fim do dia e elas ficam exaustas e caem sobre a cama como uma árvore ao ser cortada cai no chão.

Minhas senhoras, isto não vai agradar a filhos e maridos mas tenho de vos dizer.

Santas estão no céu e vocês precisam de cuidar de vocês mesmas.

Porque, se não cuidarem ninguém mais cuida e como a sociedade está, com a carga de trabalho e a falta de tempo que todos sofremos o mais provável é irem parar a um lar e receberem visitas semanais dos filhos e netos.

Dediquem 15 minutos do vosso tempo  por dia ou 1hr por semana a fazerem algo que vos dê prazer. Pintem, escrevam, façam bricolage ou ginásio, qualquer coisa.

Cuidem do vosso corpo pois ele também falha como o resto dos mortais. Façam uma massagem, uma limpeza de pele, uma máscara de lama para a cara ou simplesmente vão às compras.

Um acto de extremo egoísmo durante um momento minímo do vosso full-time a ser mulher e mãe.

O que vai acontecer é após lerem isto voltarem às tarefas e não pensarem mais nisso. Por isso também peço aos filhos e maridos, se gostam de depois de um dia de trabalho/estudo ir para o computador, café, televisão para relaxar pensem na vossa mãe e que ela também precisa de descansar. Porque às vezes se não for à força e em modo de intervenção elas continuam com o fato de Wonder woman para melhorar o vosso mundo, esquecendo-se/ abdicando do dela.

Há muito tempo que não faço um post sobre as coisas boas que se descobrem online. Esta é para matar as saudades das minhas ânsias shopaholics/pré-crise/pré-Troika.🙂

Para o Menino…

Sabonete para Barbear Mr. Mustachio

Ninguém gosta de Robinson Crusoes no Verão. Eles podem gostar, porque estão de férias e acham que “da muito trabalho” fazer a barba. Ninguém quer ver uma mulher com pelos nas pernas, axilas e virilha ao natural de bikini pois não? Então se nós fazemos esse esforço, vocês também têm de fazer!

Há uma menina em Washington D.C que faz os melhores sabonetes para fazer a barba. São barras enriquecidas com manteiga de karité, sem perfume e perfeitas para peles sensíveis.

$5.50+$3.00 para portes. acaba tudo por ser menos que um gel de barbear e dura o dobro do tempo! Além disso, a embalagem é linda.

Via Etsy

Para a Menina….

Maxi Tan da AVON

Eu costumava dizer que mulheres brancas são mulheres bonitas. No fundo era para justificar a incapacidade de apanhar qualquer bronze que seja. Sabem, sou daquelas bifas que apanham sol, ficam vermelhas que nem um tomate e, no dia seguinte, até parece que nunca saí de casa de tão branca que me mantenho!

Experimentei baixar progressivamente o FPS do protector solar… não fez efeito.

Experimentei auto-bronzeadores… bem definitivamente não faz o efeito desejado: ou fico laranja ou manchada.

Lembram-se como a PIZ Buin ficou famosa? Pelos seus óleos e cremes intensificadores de bronze.

A AVON também tem um que faz o mesmo efeito por metade do preço.Chama-se MAXI TAN!

Eu sei porque experimentei-o ontem e hoje pela primeira vez estou com um ar saudável, hurray!

Não estou a publicitar a AVON só por ser vendedora. O auto-bronzeador deles também não funciona comigo e é pegajoso, que nunca é uma coisa agradável. Mas este, devo dizer que me surpreendeu.

Existe em duas versões ( leite hidratante e spray) mas pelo seguro eu comprei o leite para experimentar.

O cheiro é uma mistura de coco com manteiga de karité, doce mas sem ser enjoativo.

A cor é alaranjada, mas não mancha como o auto-bronzeador, apenas hidrata e dá um brilho extra à pele. Não cola, não mancha roupa, pode-se aplicar na cara e é rapidamente absorvido.

Atenção: temos sempre de aplicar o protector solar por cima do creme, não se vá apanhar um escaldão! E o que é que acontece depois do escaldão? A pele morta começa a cair e ficamos tipo mulher-cobra a escamar.

É claro que não faz milagres mas se normalmente for a praia lá para as16h00 e ficar até às 19h00, a cor dourada que adquiria em uma semana( no meu caso adquiria em dois meses), adquire em dois/três dias.

Vale a pena, não vale? Pelo menos no meu caso…posso dizer que há menos uma baleia branca à solta nas praias portuguesas!

Há algum tempo atrás eu escrevi aqui sobre a minha experiência na Blossom com uma consultora ultra-simpática que conseguiu apanhar a essência do meu estilo e dar-lhe um look mais sério, e apresentável para o mercado de trabalho.

Essa mesma consultora, a Sara, juntamente com outra colega fundaram a Restyle my Style , uma empresa de consultadoria de imagem.

Muitos estão a ler isto e a pensar : ” é tudo muito bonito mas eu não tenho dinheiro para pagar isso”

Bem, elas estão com um passatempo em que oferecem 3h de Personal Shopping e ainda o livro “Louca por Compras”.

O que é o Personal Shopping? Uma pessoa  vai comprar roupa. Têm tantas coisas giras nas montras mas quando as experimentam concluem que fica melhor num cabide que vestidas. Elas vão consigo às compras e ajudam-na a encontrar aquela peça que vos vai ficar a matar durante a primavera/ verão ou ocasião especial. Adequada ao vosso corpo e às cores que lhe ficam bem.

O passatempo é basicamente angariar amigos. Quem é que não tem uma tonelada de amigas interessadas em roupa e acessórios? Por isso é bastante fácil.

Participem, quem sabe não são vocês as sorteadas?

Passatempo Restyle My Style  ( clicar na imagem)

Uma mulher entra numa loja a procura de um batom. Olha para uma montra com centenas de batons, todos com tonalidades semelhantes da desejada. Contudo, a escolha deste não se prende pela cor ou pelo baixo custo. A escolha em si é personalizada de acordo com o que mais pode o batom fazer por ela para além de pigmentar os lábios. Pode ter aroma, partículas que substituem o botox ou até nano-tecnologia anti-idade.

A futilidade de um produto depende das necessidades do consumidor. A indústria de cosmética europeia, nos tempos de crise económica que vivemos, é um dos grandes exemplos desse facto. Este sector, caracterizado por uma procura determinada pelas condições económicas do consumidor, é o maior do mundo, com um valor de mercado que em 2006 ascendia os 63.5 biliões de euros.

Este relatório procura caracterizar este sector como altamente dinâmico e orientado para a inovação seguindo a divisão proposta por Malerba[1]: conhecimento e tecnologias, actores e redes, e, instituições de enquadramento.

Conhecimento e tecnologias

A base de conhecimento é específica ao sector. No caso da indústria de cosméticas esta é evolutiva e altamente competitiva. As indústrias no sector dependem de constantes avanços tecnológicos para inovação do produto para se diferenciarem dos concorrentes e satisfazerem as necessidades cada vez mais específicas e exigentes dos consumidores. O conhecimento de novas técnicas por fabricantes de luxo é rapidamente difundido e replicado, através de spillovers, pelos fabricantes de produtos em massa.

O conhecimento em si é cumulativo, tanto em termos de I&D, como em política empresarial e em marketing, o que favorece a inovação do tipo incremental. Hoje em dia, cerca de 25% dos fabricantes reformula anualmente os seus produtos[2], quer na fórmula do produto ou embalagem e técnicas de marketing.

Em termos de investimento em I&D, o aumento constante nas empresas é justificado tanto pela melhoria nos seus lucros como pela constante necessidade de antecipar as tendências dos consumidores que, apesar de orientados para a inovação no produto, nem sempre são leais à marca. França lidera os gastos em I&D em cosmética com 263 milhões de euros, seguida da Alemanha com 109 milhões de euros, ambas perfazem quase metade do investimento do sector de cosmética europeu em I&D.

O aumento de patentes nos últimos 25 anos tem sido tremendo. Segundo o European Patent Office, as patentes em cosméticas lançadas, em 2005, pelos Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Áustria e França em conjunto, faziam quase 55% do total de patentes lançadas nesse ano.

Actores e Redes

Os agentes produtivos do sector são heterogéneos tanto a nível tecnológico como em método organizacional.

O sector é relativamente pequeno em termos de actores, face a outros sectores europeus. Existem aproximadamente 3800 produtores de cosméticos na União Europeia, na maioria micro e PME. O mercado é dominado pelas 100 maiores empresas (3% do total de produtores), muitas delas multi-nacionais. Somente 10.9% das empresas, nos últimos 5 anos, são novas e enfrentam grandes dificuldades em competir com empresas maiores já estabelecidas.

A investigação e inovação nos produtos, pela via tradicional de I&D, centra-se nas grandes empresas, sendo a maioria das PME e micro empresas, fornecedores ou empresas subcontratadas para produção.

Existe uma tendência para o aparecimento de produtores de cosmética independentes que abrangem ramos do sector que ainda não foram descobertos ou não são considerados relevantes para as grandes empresas. Estes não operam nas vias tradicionais, recorrendo às novas tecnologias e a técnicas de e-marketing para difundir em pequena e média escala, comercializar e receber inputs dos consumidores directos. A inovação de produto originária dos produtores independentes é por vezes absorvida e replicada por grandes empresas, difundida em larga escala.

O aparecimento das novas tecnologias e redes sociais permitiu às empresas entrarem em contacto com os consumidores e aperceberem-se mais facilmente das novas tendências emergentes do sector.

Do outro lado do espectro, políticas de marketing directo foram substituídas por parcerias com agentes individuais que testam e divulgam os produtos através de blogs ou outras plataformas de redes sociais.

Instituições de enquadramento

A principal instituição formal de enquadramento do sector é a Directiva Europeia de Cosméticos que determina os produtos e/ou ingredientes proibidos de comercialização e o tipo de testes permitidos para testar os produtos.

A principal ameaça à indústria de cosmética europeia é a sustentabilidade. A competição entre os agentes limita o preço no mercado e o desfasamento da baixa produtividade e os altos custos de trabalho colocam o sector europeu abaixo do americano e do japonês em termos de competitividade. Será necessário reformular a estratégia empresarial europeia de forma a torna-la mais competitiva. Outro elemento é o estrito controlo normativo do sector, nesse caso a Europa terá de decidir: liberalizar as leis ou proteger os cidadãos europeus de determinados produtos nocivos.


[1] Fonte: Malerba, F. (2004), ‘Sectoral Systems: how and why innovation differs across sectors’ in Fagerberd, J., Mowery, D.C., Nelson, R.R. (Eds), The Oxford Handbook of Innovation, Oxford University Press, Oxford, pp.380-406.

The Whole Gritty City

Abril 9, 2011

Quando parece que tudo está perdido, que a vida é uma merda e que ninguém se importa, há sempre algo que nos salva.

O documentário The Whole Gritty City de Richard Barber retrata a comunidade de New Orleans após o desastre do Furacão Katrina: desfeita, com imensos problemas sociais, criminalidade e esquecida pelo resto do mundo.

Para centenas de jovens, a música é a única coisa que separa a realidade dos sonhos. As Marching Bands de New Orleans continuam a ser, agora mais que nunca, um refúgio e um modo de vida para eles.

Este documentário, que irá ser lançado em 2012 relata como três bandas se preparam para o Mardi Gras e como essa comunidade ultrapassa as barreiras económicas, sociais e espirituais para, durante uma noite, se esquecerem da sua luta pela sobrevivência e serem eles próprios.

Deixo-vos o trailer

THE WHOLE GRITTY CITY – 3-minute Trailer from Richard Barber on Vimeo.


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